Tudo se desenha para que, nas eleições deste ano, a cidade de Petrópolis, na Região Serrana, seja palco de uma batalha que deve opor dois ex-prefeitos de olho na Câmara dos Deputados. O cenário já se desenha: secretário estadual de Meio Ambiente, Bernardo Rossi (Solidariedade) deve deixar o governo até abril para formalizar sua candidatura; Rubens Bomtempo, por sua vez, se filiou no início do mês ao PT, em cerimônia que o colocou como uma das apostas do partido para Brasília.
Entre Rossi e Bomtempo, a disputa é antiga. Em 2016, os dois se enfrentaram no segundo turno do pleito que definiria o prefeito da chamada Cidade Imperial. Rossi venceu com 52% dos votos. Quatro anos depois, em 2020, o confronto se repetiu e Bomtempo levou a melhor, com 55% do eleitorado. Desta vez, contudo, o cenário é diferente e Rossi larga com amplo favoritismo.
Basta analisar o cenário. Em 2024, Bomtempo tentou se reconduzir à Prefeitura de Petrópolis, mas teve menos de 20% dos votos e nem no segundo turno chegou.
Rossi, por sua vez, é favorito não só pelo desempenho no governo Cláudio Castro nos últimos anos, mas também porque terá o apoio da máquina estadual — que, nas últimas eleições, já se provou arma poderosa para angariar votos.
