Em uma votação marcada por forte apelo social, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro aprovou nesta semana um projeto de lei que institui a Política Estadual de Conscientização sobre o Uso de Dispositivos Eletrônicos. A medida busca enfrentar os impactos negativos do uso excessivo do celular, especialmente entre crianças e adolescentes, e promete abrir um novo capítulo na relação da sociedade com a tecnologia.
O autor da proposta, deputado Arthur Monteiro (União), destacou a urgência do tema:
“O Estado tem o dever de estimular a conscientização. Essa é uma forma de proteger a saúde e o bem-estar de todos, sobretudo dos mais jovens”, afirmou.
Principais pontos da iniciativa
– Campanhas educativas em escolas, comunidades e meios de comunicação.
– Estudos estatísticos para correlacionar o uso de celulares com índices de suicídio e outros problemas de saúde mental.
– Alertas sobre riscos sociais: baixa autoestima, ansiedade, fake news, sedentarismo e isolamento.
– Enfoque científico: impactos na produção de neurotransmissores e hormônios, com consequências emocionais e sociais.
Contexto internacional
Um estudo publicado em 2025 no Journal of Human Development and Capabilities revelou que o acesso precoce a smartphones — antes dos 13 anos — pode gerar efeitos duradouros na saúde mental, como pensamentos suicidas, desregulação emocional e baixa autoestima. O dado reforça a urgência da política aprovada no Rio.
Debate ampliado
O tema ganhou ainda mais repercussão após o influenciador Felca viralizar em 2025 com um vídeo denunciando a adultização e a sexualização infantil nas redes sociais. O episódio reacendeu o debate sobre os limites do uso da tecnologia na infância.
Monteiro concluiu:
“Os números são alarmantes. Precisamos agir com urgência. Com campanhas educativas e parcerias, poderemos mitigar os efeitos nocivos da tecnologia em nossas vidas.”
A matéria seguirá agora para segunda discussão na Alerj, etapa decisiva para que a política se torne lei.
