O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) reagiu com ironia à proposta do ministro Guilherme Boulos, que atualmente comanda a Secretaria-Geral da Presidência da República, de criar uma taxa mínima para entregas em aplicativos de delivery. A medida prevê R$ 10 fixos por solicitação, acrescidos de R$ 2,50 por quilômetro rodado.
Nas redes sociais, Nikolas repostou a explicação de Boulos e disparou: “Parabéns aos envolvidos, o preço do iFood vai disparar”. A deputada Caroline de Toni (PL-SC) também criticou a iniciativa, destacando que o impacto recairá sobre o consumidor final.
O relator da regulamentação, Augusto Coutinho (Republicanos-PE), reconheceu que a proposta pode inviabilizar o serviço em cidades menores, onde o valor de um lanche é muito inferior ao praticado em capitais. “R$ 10 em São Paulo não é igual a R$ 10 no interior de Pernambuco”, afirmou.
O cenário
– Governo defende mais ganhos para os entregadores.
– Oposição alerta para aumento nos preços dos pedidos.
– Comércio teme inviabilidade do delivery, principalmente em pequenos municípios.
No fim, a equação é clara: qualquer taxa adicional será repassada ao consumidor. O prato que chega à mesa pode custar bem mais caro — e a conta, inevitavelmente, será paga por quem pede o delivery.
