No início de janeiro o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), não se considerava um pré-candidato, mas sim um pré-governador do Rio. Tinha convicção sobre uma vitória fácil.
Porém, em política, tudo muda rápido. No pós-carnaval Flávio Bolsonaro cresceu, Lula caiu e a direita no Rio se uniu em torno de Douglas Ruas.
Eleição direta? — Foi aí que Eduardo Paes começou a pensar em uma estratégia de sobrevivência. Para ele, um afastamento do governador Cláudio Castro no caso Ceperj pode ser o melhor caminho.
Seria o fim da eleição indireta e caminho aberto para uma eleição direta no Rio, com ele se candidatando, dessa vez, ao mandato tampão. Seu raciocínio é simples: uma eleição solteira, sem nacionalização do debate, seria mais fácil neste momento. Até porque, na eleição solteira, poderá esconder o presidente Lula. Já Douglas Ruas entra sem a “dobrada” com Flávio nas urnas, apesar de ter todo o apoio dos Bolsonaros.
Uma coisa é certa: até abril a política do Rio vai contar com roteiros de ação, suspense e conspiração.
