Eleição solteira: o novo sonho de Paes

Lucas Mathias
Para o prefeito Eduardo Paes (PSD), antecipar as eleições diretas seria o melhor caminho (Montagem I Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

No início de janeiro o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), não se considerava um pré-candidato, mas sim um pré-governador do Rio. Tinha convicção sobre uma vitória fácil.

Porém, em política, tudo muda rápido. No pós-carnaval Flávio Bolsonaro cresceu, Lula caiu e a direita no Rio se uniu em torno de Douglas Ruas.

Eleição direta? — Foi aí que Eduardo Paes começou a pensar em uma estratégia de sobrevivência. Para ele, um afastamento do governador Cláudio Castro no caso Ceperj pode ser o melhor caminho.

Seria o fim da eleição indireta e caminho aberto para uma eleição direta no Rio, com ele se candidatando, dessa vez, ao mandato tampão. Seu raciocínio é simples: uma eleição solteira, sem nacionalização do debate, seria mais fácil neste momento. Até porque, na eleição solteira, poderá esconder o presidente Lula. Já Douglas Ruas entra sem a “dobrada” com Flávio nas urnas, apesar de ter todo o apoio dos Bolsonaros.

Uma coisa é certa: até abril a política do Rio vai contar com roteiros de ação, suspense e conspiração.

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