Camaleão

Lucas Mathias
O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD) (Reprodução)

Prestes a deixar a Prefeitura do Rio para concorrer a governador, Eduardo Paes (PSD) faz questão de deixar clara sua principal característica política: a de camaleão. Aliado de primeira hora do presidente Lula (PT), ele pediu orações para Jair Bolsonaro (PL), um ex-presidente que sempre se empenha em criticar, durante agenda evangélica neste domingo, 15, na Zona Oeste carioca.

Momesco — Já na manhã desta segunda, 16, sugeriu mudanças para o Carnaval, mas deixou claro: “Caso eu seja eleito, não esperem um governador Momesco. Essa tarefa é de prefeito”, afirmou.

Ocorre que a postura Momesca, à qual Paes se refere, foi uma de suas principais facetas em seus últimos cinco anos como prefeito do Rio. Agora, no entanto, quer convencer que sentar em uma cadeira diferente mudará seu jeito de pensar. É bom lembrar, contudo, que isso não é novo para ele.

Durante o último pleito, por exemplo, Paes se reelegeu dizendo que não se candidataria a governador e seguiria em seu cargo até o último dia. No passado, também já caminhou com políticos de esquerda, antes de se aproximar da direita e retornar ao entorno da esquerda mais uma vez.

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