Paes: do céu ao inferno

Lucas Mathias
O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD) (Tomaz Silva/Agência Brasil)

O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD) tem um jogo de grande risco à frente.

Ao deixar a a Prefeitura, no próximo dia 20, ele não será apenas um pré-candidato a governador, mas um político que não pode perder.

No fundo ele sabe o tamanho do problema em caso de derrota. Não só porque ficará sem mandato, mas porque poderá perder controle sobre a Prefeitura, também.

É o que se escuta nos corredores da Câmara dos Vereadores do Rio: “se Paes não vencer, o futuro prefeito Eduardo Cavaliere não dura nem seis meses no cargo”.

O risco é de um impeachment na Casa, já que Cavaliere é visto como extremamente antipático por grande parte dos parlamentares. E, pasmem, dentro da máquina, entre secretários e funcionários, o moço também tem altíssima rejeição.

Ou seja, é questão de sobrevivência: se ganhar as portas se abrem para 2030; se perder, pode acabar sem nada.

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