O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD) tem um jogo de grande risco à frente.
Ao deixar a a Prefeitura, no próximo dia 20, ele não será apenas um pré-candidato a governador, mas um político que não pode perder.
No fundo ele sabe o tamanho do problema em caso de derrota. Não só porque ficará sem mandato, mas porque poderá perder controle sobre a Prefeitura, também.
É o que se escuta nos corredores da Câmara dos Vereadores do Rio: “se Paes não vencer, o futuro prefeito Eduardo Cavaliere não dura nem seis meses no cargo”.
O risco é de um impeachment na Casa, já que Cavaliere é visto como extremamente antipático por grande parte dos parlamentares. E, pasmem, dentro da máquina, entre secretários e funcionários, o moço também tem altíssima rejeição.
Ou seja, é questão de sobrevivência: se ganhar as portas se abrem para 2030; se perder, pode acabar sem nada.
