PIB argentino dispara em 2025
A economia da Argentina surpreendeu em 2025 ao registrar crescimento de 4,4% do PIB, superando a expansão de apenas 2,3% do Brasil no mesmo período. Os dados divulgados pelo Indec marcam a primeira alta sob o governo de Javier Milei, após a retração de 1,7% em 2024.
Milei e o ‘déficit zero’
O presidente ultraliberal conseguiu implementar sua política de austeridade, cortando subsídios e congelando gastos públicos. O resultado foi um superávit primário de 1,4% do PIB e fiscal de 0,2%, algo inédito desde 2008. Milei apresentou esses números como prova de que sua estratégia de “déficit zero” funciona, reforçando sua imagem no cenário internacional, inclusive em Davos, onde defendeu reformas liberais diante de líderes globais.
Brasil cresce menos e dívida dispara
Enquanto isso, o Brasil manteve crescimento moderado de 2,3%, completando cinco anos consecutivos de expansão. Porém, o país enfrenta sérios desafios fiscais: a dívida pública saltou de 71,4% do PIB em 2023 para 78,7% em 2026, alcançando R$ 8,6 trilhões. O novo arcabouço fiscal, criado para conter gastos, não conseguiu frear o avanço do déficit, e o próprio governo já admite necessidade de ajustes.
Contraste ideológico e econômico
As trajetórias expõem um contraste profundo entre os modelos de Milei e Lula. De um lado, a Argentina aposta em cortes drásticos e disciplina fiscal; do outro, o Brasil mantém políticas sociais e expansão de gastos, mas vê o rombo nas contas crescer.
Perspectivas para 2026
O Ministério da Fazenda brasileiro projeta PIB de 2,3% novamente em 2026, com inflação estimada em 3,7%. Já a Argentina busca consolidar sua recuperação, sustentada pelo superávit e pela confiança de investidores internacionais.
Em resumo, Milei conseguiu transformar a crise argentina em recuperação com superávit, enquanto o Brasil de Lula enfrenta o desafio de equilibrar crescimento com contas públicas cada vez mais pressionadas.
