Câmara de SP pode ganhar Frente Antiwoke e abrir caminho para outras Casas Legislativas

Jefferson Lemos
Foto - Richard Lourenço/Rede CâmaraSP

A Câmara Municipal de São Paulo deu um passo que pode repercutir além de seus muros: a Comissão de Constituição e Justiça aprovou o projeto de resolução 4/2025, que cria a Frente Parlamentar Antiwoke. Se confirmada em plenário, a iniciativa poderá servir de modelo para outras casas legislativas interessadas em institucionalizar o combate às chamadas pautas progressistas.

Apresentado por Lucas Pavanato (PL) e relatado por Silvão Leite (União), o texto prevê um grupo suprapartidário com a missão de “promover valores cristãos” e “monitorar iniciativas alinhadas ao movimento woke” — termo usado pelo autor para se referir a agendas como feminismo, direitos LGBTQIA+, aborto e políticas de gênero.

A frente terá reuniões públicas, adesão aberta a todos os vereadores e poderá propor ações legislativas. O projeto sustenta que o caráter suprapartidário garante “ampla representatividade” e que a iniciativa busca “impedir os avanços dessa ideologia nefasta, preservando o direito à liberdade de expressão”.

A proposta tem coautoria de Rubinho Nunes (União), Adrilles Jorge (União) e Sonaira Fernandes (PL). Votaram contra Luna Zarattini (PT), Silvia da Bancada Feminista (Psol) e Thammy Miranda (PSD). Durante a discussão, Luna ironizou: “Vou registrar voto contrário e até perguntar para os outros vereadores se sabem do que se trata esse tipo de projeto”.

Em resposta, Pavanato defendeu a criação da frente: “Há muito tempo o pessoal vem trazendo ideologias estrangeiras que tentam distorcer o papel da mulher e outras questões. Não tem nenhum contraponto. Essa frente é importante para trazer a discussão para dentro desta Casa”.

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Jefferson Lemos é jornalista e, antes de atuar no site Coisas da Política, trabalhou em veículos como O Fluminense, O Globo e O São Gonçalo. Contato: jeffersonlemos@coisasdapolitica.com.br
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