A indústria do Rio de Janeiro apresentou nesta semana ao Congresso Nacional uma pauta de medidas consideradas essenciais para o avanço do setor produtivo. No lançamento da Agenda Legislativa da Indústria 2026, empresários e representantes da Firjan levaram aos parlamentares propostas que vão da criação de programas estratégicos à modernização de marcos regulatórios.
A sessão solene foi presidida pelo deputado Sérgio Souza (MDB-PR) e marcou a união de lideranças empresariais em torno de pautas que podem influenciar diretamente a competitividade da indústria brasileira. Questões tributárias, comércio exterior, infraestrutura e relações trabalhistas estão entre os temas que devem ganhar destaque no debate legislativo ao longo do ano.
Pautas estratégicas
Entre os temas prioritários apresentados estão:
– Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert), para reduzir a dependência externa e fortalecer a produção nacional.
– Regulamentação da Inteligência Artificial, com foco em inovação e segurança.
– Reenquadramento do Simples Nacional, ampliando a competitividade das pequenas e médias empresas.
– Política Nacional de Economia Circular, incentivando práticas sustentáveis e reaproveitamento de recursos.
– Competência Federativa em Segurança Pública, definindo responsabilidades entre União, estados e municípios.
– Reforma Administrativa, modernizando a máquina pública e reduzindo custos.
– Nova Lei Geral de Concessões e PPPs, atualizando regras para infraestrutura e serviços públicos.
Mobilização empresarial
A Firjan realizou uma escuta ativa com empresários de todas as regiões do estado. Dos 551 projetos analisados, 79 foram priorizados e 20 inseridos na Agenda. O presidente da federação, Luiz Césio Caetano, ressaltou que a iniciativa reforça a tradição da entidade em contribuir para políticas públicas voltadas ao desenvolvimento industrial.
Cooperação nacional
A Agenda Legislativa é coordenada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e publicada há 32 anos. O presidente da CNI, Ricardo Alban, destacou que a edição de 2026 simboliza a cooperação entre indústria, poder público e sociedade, com foco em produtividade, inovação e sustentabilidade fiscal.
