O ensaio da candidatura do atual presidente da Câmara do Rio, Carlo Caiado (PSD) ao Senado Federal, tem as digitais do ex-prefeito Eduardo Paes (PSD).
Com o movimento, Paes consegue produzir alguns efeitos:
Organiza no Rio a campanha à presidência do seu correligionário de partido, Ronaldo Caiado, colocando seu primo na disputa (Carlo Caiado e Ronaldo Caiado são primos). Com isso, abre diálogo com setores da direita.
Ele também consegue se blindar da baixa popularidade do presidente Lula no Rio e se distância da candidatura de Benedita da Silva ao Senado Federal. A mesma Benedita que, meses atrás, Eduardo Paes chamava de “senadora”.
E, para completar, o vereador Caiado ganha até se perder, já que se credencia para a Prefeitura do Rio em 2028.
No ritmo da canção dos Tribalistas, Paes prega o “eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também”.
Resta saber se esse malabarismo vai ser bem visto internamente pelos políticos e nas urnas pelos eleitores.
