Regras para patinetes e bicicletas elétricas acendem polêmica nas ruas e nas redes

Jefferson Lemos
Foto - Tânia Rêgo/EBC

A Prefeitura do Rio ampliou nesta terça-feira (7) as restrições ao uso de veículos de micromobilidade, proibindo a circulação de ciclomotores, bicicletas elétricas e patinetes em corredores exclusivos de ônibus (BRS). A medida, que complementa decreto publicado na véspera, já provoca forte reação de entidades ligadas ao ciclismo e especialistas em mobilidade urbana, que apontam impacto direto nos deslocamentos cotidianos e questionam a legalidade da norma.

Regras mais rígidas

A resolução determina que a proibição vale para vias com limite de até 60 km/h que possuam faixas exclusivas de ônibus. Em ruas sem BRS, ciclomotores e bicicletas elétricas poderão circular pelo bordo direito da pista, mas os patinetes seguem vetados até que haja infraestrutura cicloviária adequada. O decreto anterior já havia estabelecido limite de velocidade de 25 km/h para bicicletas elétricas e patinetes, além da obrigatoriedade do uso de capacete e da proibição em calçadas, salvo áreas sinalizadas com limite de 6 km/h.

Redes sociais em ebulição

A repercussão foi imediata. Usuários do Twitter/X e Instagram criticaram a proibição, afirmando que a medida “criminaliza” quem depende de patinetes e bikes elétricas para trajetos curtos. Grupos de ciclistas no Facebook destacaram que a resolução pode inviabilizar deslocamentos essenciais, enquanto vídeos no TikTok ironizaram a dificuldade de mobilidade após as novas regras.

Acidentes como motivação

As medidas surgem em resposta ao aumento de acidentes envolvendo bicicletas elétricas na cidade, incluindo o caso recente na Tijuca, em que mãe e filho morreram após colisão com um ônibus. A prefeitura também determinou que ciclomotores não podem circular em ciclovias e exigem habilitação, registro e licenciamento até o fim do ano.

Debate aberto

Apesar das críticas, há quem apoie a decisão, lembrando do acidente na Tijuca como exemplo da necessidade de regras mais rígidas e defendendo que corredores BRS devem ser preservados para ônibus. As regras já estão em vigor e a prefeitura promete intensificar a fiscalização, enquanto o debate sobre segurança e mobilidade urbana segue aberto.

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Jefferson Lemos é jornalista e, antes de atuar no site Coisas da Política, trabalhou em veículos como O Fluminense, O Globo e O São Gonçalo. Contato: jeffersonlemos@coisasdapolitica.com.br
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