A 17ª edição do Parlamento Juvenil da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) chega marcada por um avanço histórico: a inclusão de jovens com deficiência como protagonistas da política estudantil. Estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e paralisia cerebral foram eleitos para representar seus municípios, transformando o programa em um símbolo de diversidade e superação.
Entre os destaques estão Rafael Tavares Arruda, de 16 anos, representante de Mendes, e Gustavo Teixeira Guimarães, também de 16, suplente por Engenheiro Paulo de Frontin – ambos autistas de nível 1. Já Luan de Almeida Muller Vicente, de 15 anos, parlamentar juvenil de Mangaratiba, traz sua experiência de vida com paralisia cerebral para o plenário.
O coordenador do PJ, deputado Danniel Librelon (REP), ressaltou que a iniciativa vai além da representatividade simbólica. “Quando abrimos espaço para esses jovens, mostramos que eles estão ocupando o lugar que sempre foi deles. O Parlamento Juvenil existe para provar que política se faz com diversidade, respeito e humanização”, afirmou.
Para as famílias, o momento é de conquista. Cynthia Teixeira, mãe de Gustavo, destacou o impacto da participação do filho: “Eu ensino que o autismo não pode vetá-lo de nada. Ele precisa se mostrar responsável, buscar seu diferencial e se incluir. A felicidade tem que partir dele para que consiga fazer bem a quem está ao redor também”, disse.
Formação e protagonismo político
O programa está em fase de capacitação, preparando os jovens para a Semana Parlamentar, que acontece entre 24 e 30 de maio. Nesse período, eles aprenderão sobre o processo legislativo, elaboração de projetos de lei e atuação política.
A formação ocorre em duas etapas:
– Presencial, até 14 de abril, em todas as regiões do estado.
– On-line, entre 15 e 17 de abril.
No fim de maio, os estudantes serão diplomados como deputados estaduais juvenis, elegerão a mesa diretora e apresentarão seus projetos de lei na tribuna da Alerj. As propostas passarão por comissões temáticas e, se aprovadas, poderão ser apadrinhadas por deputados estaduais para tramitar oficialmente e se tornarem leis válidas para toda a população.
