Filho que viu mãe ser morta é suspeito de matar assassino 10 anos depois; veja o vídeo

Jefferson Lemos
Foto - Divulgação/CorpoDeBombeiros-MG

A história que choca Minas Gerais começa com a impunidade: Rafael Garcia Pedroso, condenado a 23 anos de prisão pelo assassinato brutal de sua companheira, deixou a cadeia antes de cumprir metade da pena. Em 2016, ele matou Glauciane Cipriano com 20 facadas, na frente do filho de apenas 9 anos, durante uma confraternização na ExpoFrutal.

Glauciene foi assassinado por ciúmes

Dez anos depois, o menino que presenciou a cena se tornou protagonista de um novo capítulo sangrento. Marcos Antônio da Silva Neto, hoje com 19 anos, é suspeito de executar Rafael com cinco tiros pelas costas, em 31 de março deste ano, em frente a uma Unidade Básica de Saúde no bairro Novo Horizonte, em Frutal. Rafael aguardava a esposa ser atendida quando foi surpreendido.

Rafael foi morto após deixar presídio

Segundo a Polícia Militar, Marcos monitorava os passos de Rafael desde janeiro, quando o condenado passou a cumprir prisão domiciliar por falta de vagas no sistema prisional. A Polícia Civil já pediu a prisão temporária do jovem, que está foragido.

A defesa afirma que Marcos tem intenção de se apresentar e colaborar com as investigações, mas aguarda definição judicial sobre o mandado. O caso expõe um ciclo de violência e levanta questionamentos sobre a fragilidade de uma legislação ultrapassada, que permitiu ao assassino deixar a prisão e, anos depois, ser morto pelo próprio filho da vítima, que presenciou o crime.

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Jefferson Lemos é jornalista e, antes de atuar no site Coisas da Política, trabalhou em veículos como O Fluminense, O Globo e O São Gonçalo. Contato: jeffersonlemos@coisasdapolitica.com.br
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