A pressa do governo em colocar em regime de urgência no Congresso o projeto que altera a jornada de trabalho 6×1 acendeu o alerta no setor produtivo. Para Vander Giordano, conselheiro da Abrasce (Associação Brasileira de Shoppings Centers), a medida surpreende porque ainda não há definição sobre subsídios que possam compensar os impactos de uma escala reduzida.
Em entrevista à CNN, Giordano destacou que a discussão não pode se limitar ao comércio, mas deve envolver indústria, construção civil e turismo. “Sempre buscamos condições melhores para o trabalhador. O bem-estar é uma pauta constante. Mas é preciso avaliar ganhos e perdas de forma ampla”, afirmou.
O conselheiro criticou a falta de clareza sobre como pequenos negócios — como salões de beleza, bares de bairro e oficinas mecânicas — vão absorver a mudança. “O debate é fundamental para construir convergências e divergências. Mas até agora o governo não apresentou de onde virão os recursos para subsidiar essa transformação”, alertou.
Em resumo: enquanto o governo acelera a tramitação, o setor produtivo pede cautela e transparência, temendo que a ausência de contrapartidas deixe empresas e trabalhadores em um impasse. E pior: quebre empresas e cause desemprego.
