Causou estranheza a nota divulgada por PSD, PT, PDT, MDB, Podemos, Cidadania e PCdoB contra a eleição da presidência da Alerj, sob o argumento de defesa da “estabilidade institucional”.
O curioso é que, em fevereiro de 2025, esses mesmos partidos reelegeram, de maneira unânime e histórica, o deputado Rodrigo Bacellar para o comando da Casa.
Para além de evidente, a contradição é também reveladora.
Se naquele momento a estabilidade foi construída pelo consenso, por que agora ela é usada como justificativa para tensionar o processo?
Fica claro que o discurso de “estabilidade institucional” serve mais como instrumento político do que como princípio. Na prática, o que se vê é a tentativa de moldar o cenário conforme a conveniência do momento.
Talvez porque, hoje, a instabilidade — especialmente a jurídica — tenha se tornado o principal ativo desse bloco político.
