O deputado estadual Thiago Rangel (Avante), preso nesta terça-feira, já vinha acumulando sinais de alerta. Alvo de uma operação anterior da Polícia Federal, optou por ignorar os riscos — mesmo após sucessivos conselhos.
Unha e carne — Rangel fazia dobrada com um candidato a deputado federal ligado à esquerda, com quem circulava de helicóptero pelo Norte e Noroeste Fluminense em agendas com lideranças locais. O moço até diversificou negócios para o ramo da pecuária.
Para quem sustenta o discurso de pureza da esquerda no Rio, essa parceria escancara uma velha contradição: na política, a prática costuma andar bem distante da narrativa.
