Mirando diretamente Eduardo Paes (PSB) já na largada, o Partido Novo lança, neste sábado (9), a pré-candidatura de André Marinho ao Governo do Rio com discurso de confronto e promessa de ruptura. “O candidato do PT, o ex-prefeito Eduardo Paes, representa o último dominó da elite política corrupta que mergulhou o Rio no inferno”, disparou Marinho antes mesmo de subir ao palco, sinalizando o tom da campanha e mirando o eleitorado cansado da polarização no estado.
O evento também funciona como vitrine para a nominata de pré-candidatos à Alerj e à Câmara, em uma tentativa clara de demonstrar musculatura para 2026. Ao lado de Romeu Zema, que desponta como nome competitivo ao Planalto, o ato ganhou peso nacional e reforçou o alinhamento do partido com uma agenda liberal, baseada em gestão, corte de privilégios e enfrentamento da crise fluminense.

Marinho intensificou o discurso ao se apresentar como alternativa “sem amarras” ao sistema político tradicional. “A nossa mensagem é a da direita honesta, trabalhadora, que quer romper com as velhas práticas. Eu não tenho rabo preso, não devo a empreiteira e posso ser a continuidade de uma faxina ética no estado”, afirmou o pré-candidato, em fala carregada de críticas ao histórico recente da política do Rio.
Zema, por sua vez, endossou o tom de mudança e vendeu a candidatura como um ponto de virada. “O Rio de Janeiro precisa de um choque de gestão e de coragem para romper com as velhas práticas. O André Marinho representa esse ‘reset’ necessário. Ele tem a independência que o estado exige para deixar de ser refém da corrupção e focar em quem trabalha e produz”, disse.
