BANHEIRO ‘ERRADO’ PODE DAR MULTA E CADEIA: ‘Lei Cor de Rosa’ barra trans em espaços femininos

Jefferson Lemos
Foto - IA

Detenção de até cinco anos, multa e novas regras para acesso a espaços femininos. É com esse pacote de punições que o Projeto de Lei 2173/2026, apelidado de “Lei Cor de Rosa”, chegou à Câmara e já transformou o tema em uma das disputas mais explosivas do momento. A proposta, da deputada Coronel Fernanda (PL-MT), estabelece que apenas mulheres biológicas poderão acessar ambientes e políticas públicas voltadas ao público feminino.

O texto atinge diretamente banheiros, vestiários, presídios, esportes, cotas e concursos. Na prática, cria uma linha rígida baseada no sexo biológico — medida que conservadores defendem como proteção à segurança e à equidade das mulheres, enquanto a esquerda progressista aponta exclusão de pessoas trans e risco de judicialização.

As punições são o ponto de maior impacto: uso considerado indevido pode levar a detenção de até um ano; casos com intimidação ou fraude ampliam a pena; e situações com violência podem resultar em prisão de três a cinco anos, além de multa. O projeto ainda precisa passar pelas comissões antes de chegar ao plenário.

A justificativa da autora fala em “segurança, privacidade e critérios objetivos”, citando conflitos recentes em esportes e espaços íntimos. Nos bastidores, aliados dizem que a proposta responde a uma demanda crescente; opositores veem uma escalada no embate de direitos.

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Jefferson Lemos é jornalista e, antes de atuar no site Coisas da Política, trabalhou em veículos como O Fluminense, O Globo e O São Gonçalo. Contato: jeffersonlemos@coisasdapolitica.com.br
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