CHEFÃO DO CV DA PARAÍBA SE ESCONDE NO ALEMÃO — e reforça críticas à ADPF das Favelas

Jefferson Lemos
Foto - Reprodução

O Rio voltou ao centro do crime interestadual. A polícia procura Flávio de Lima Monteiro, o “Fatoka”, apontado como principal líder do Comando Vermelho na Paraíba, que estaria escondido no Complexo do Alemão. Segundo a Polícia Federal, ele segue comandando o tráfico em Cabedelo à distância, ordenando execuções, controlando a venda de drogas e monitorando territórios por câmeras clandestinas.

O caso reacende o debate sobre os efeitos da ADPF das Favelas, decisão do Supremo Tribunal Federal que restringiu operações policiais em comunidades. Críticos afirmam que as limitações abriram espaço para que criminosos de outros estados usem áreas dominadas por facções como refúgio estratégico.

As investigações da Operação Leonardo, deflagrada em maio de 2026, revelam um esquema ainda mais amplo: suspeitas de interferência em eleições municipais, infiltração em estruturas públicas e uso de empresas de fachada para movimentar milhões do tráfico. Para os investigadores, o núcleo da facção opera com base no Rio, transformando a cidade em um verdadeiro “quartel-general remoto” do crime.

Vivendo com documentos falsos, “Fatoka” teria montado um esconderijo com fundo falso dentro da comunidade para escapar de operações policiais — e raramente sairia do local. Contra ele, há 18 mandados de prisão por crimes como tráfico, homicídios e organização criminosa. Ele também ficou conhecido por integrar a fuga de 92 presos da PB1, em 2018, e por romper a tornozeleira eletrônica no mesmo dia em que ganhou liberdade, em 2022, fugindo para o Rio.

 

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Jefferson Lemos é jornalista e, antes de atuar no site Coisas da Política, trabalhou em veículos como O Fluminense, O Globo e O São Gonçalo. Contato: jeffersonlemos@coisasdapolitica.com.br
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