É curioso observar a euforia de alguns quando exaltam o fato de um novo chefe ou diretor ser funcionário de carreira, como se isso, por si só, fosse um certificado automático de competência e honestidade.
Pelo visto, muita gente não aprendeu nada com o escândalo do Petrolão. Naquele caso, alguns dos principais operadores do esquema eram justamente servidores de carreira. Nesta semana, por exemplo, um servidor da Receita Federal apareceu como principal investigado em uma operação conjunta da Polícia Federal e da própria Receita. Segundo as investigações, ele teria recebido cerca de R$ 2 milhões para atuar em favor de empresários em processos alfandegários.
A realidade mostra que competência, ética e capacidade de gestão não dependem exclusivamente da forma de ingresso no serviço público. Da mesma maneira que existem excelentes servidores de carreira, também há profissionais altamente preparados e honestos que chegam aos cargos por indicação política.
