INDÚSTRIA DA BARBÁRIE: projeto quer cadeia para quem lucra com tortura de animais

Jefferson Lemos
Foto - Divulgação

HORROR POR DINHEIRO: projeto quer CADEIA para quem transforma tortura de animais em negócio

Chocante, brutal e lucrativo. Um tipo de crime que cresce nas sombras da internet agora entrou na mira do Congresso: gente que tortura animais para vender vídeos e ganhar dinheiro.

A deputada Rosana Valle (PL-SP) apresentou o PL 2.767/2026 que endurece a lei e tenta fechar o cerco contra esse mercado macabro. A proposta amplia a punição para todos os animais e prevê prisão de 2 a 5 anos, além de multa e proibição de guarda em casos de maus-tratos, mutilação e morte.

O projeto nasce após um caso que revoltou o país: uma mulher investigada em São Paulo por gravar vídeos esmagando coelhos e pintinhos até a morte e vender o material para o exterior. Mesmo detida, ela foi solta poucas horas depois — um episódio que escancarou a fragilidade da legislação atual.

“A soltura dessa mulher, a Daiana (Schuinsekel de Almeida), poucas horas depois de ser presa pela Polícia Civil, é um acinte – fica aquela sensação de impunidade que não digere. A morte cruel de coelhos, de pintinhos ou de qualquer outro animal para produção de conteúdo digital revela grave distorção: a transformação de sofrimento em entretenimento, em audiência e em vantagem financeira. Isto precisa ser combatido”, defende a deputada.

A nova proposta mira justamente esse tipo de crime: quando houver lucro, tortura extrema ou produção de conteúdo, a pena pode aumentar de metade até dois terços. Ou seja, quem ganha dinheiro com sofrimento pode pagar ainda mais caro — e atrás das grades.

As investigações apontam que os vídeos eram vendidos por até 50 euros em comunidades internacionais, alimentando um submundo digital onde a dor vira produto e audiência vira lucro.

Para Rosana Valle, a mensagem é direta: não dá mais para tratar crueldade como entretenimento. Transformar sofrimento em dinheiro não pode sair impune.

Compartilhe Este Artigo
Jefferson Lemos é jornalista e, antes de atuar no site Coisas da Política, trabalhou em veículos como O Fluminense, O Globo e O São Gonçalo. Contato: jeffersonlemos@coisasdapolitica.com.br
Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *