CAOS NO JAÉ: usuário perde a cabeça, ataca posto e agride seguranças ao lado da Prefeitura do Rio

Jefferson Lemos
Foto - Reprodução/Google Maps

O que era pra ser só mais um atendimento virou cena de guerra. Um homem, revoltado com problemas no cartão do sistema Jaé, protagonizou um ataque em pleno posto de atendimento ao lado da Prefeitura do Rio, no último dia 10 de junho.

Imagens que circulam nas redes mostram o momento em que ele surta: arremessa pedras contra a estrutura, parte pra cima dos seguranças e espalha pânico no local. Depois da confusão, foge correndo.

Mas o episódio vai além da violência.

A revolta expõe um problema que muita gente já vem denunciando: falhas no sistema de bilhetagem digital que virou obrigatório na cidade.

Entre as principais queixas dos passageiros:

– Créditos que simplesmente somem
– Recargas que não aparecem
– Cartões clonados sem solução
– Gratuidades que não funcionam
– Atendimento considerado precário

E tem mais: com o fim do pagamento em dinheiro nos ônibus, o carioca agora é obrigado a depender 100% do Jaé — mesmo com tantos relatos de erro.

Nas redes, a indignação é geral:

“Coloquei R$200 e no dia seguinte estava zerado.”
“Pedi o cartão há dois meses e nada.”
“Coloquei R$100 e até hoje consta saldo insuficiente.”
“Tive que ir duas vezes lá porque o cartão não chegou. Atendimento horrível.”

A violência não se justifica. Mas o episódio escancara o tamanho da insatisfação.

E a pergunta que fica: até quando o passageiro vai pagar a conta de um sistema que não funciona direito?

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Jefferson Lemos é jornalista e, antes de atuar no site Coisas da Política, trabalhou em veículos como O Fluminense, O Globo e O São Gonçalo. Contato: jeffersonlemos@coisasdapolitica.com.br
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