Quem achou que tinha se livrado da famosa “taxa das blusinhas” pode ir se preparando: ela vai voltar em 2027 — e já era esperado nos bastidores.
A mudança acontece depois da reforma tributária. O imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de baixo valor deve sair de cena, mas não significa alívio no bolso. No lugar dele entra a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), um novo imposto federal sobre consumo.
Tradução direta: o nome muda, mas a cobrança continua.
O que muda na prática?
– A CBS vai substituir o imposto de importação
– A alíquota ainda não foi definida — será fixada pelo Senado até dezembro
– Estimativas apontam algo em torno de 9,43%
– Diferente da regra atual, não depende mais do limite de US$ 50
Ou seja: aquela “brecha” das compras pequenas perde força.
Começa antes, pesa depois
A cobrança já começou em 2026, mas só como teste (aparecendo na nota).
O impacto real vem em 2027, quando a alíquota passa a valer de verdade.
Pode ficar ainda mais caro
Apesar de a CBS parecer menor que os 20% atuais, tem um detalhe importante:
– Os estados continuam cobrando ICMS, que hoje varia entre 17% e 20%
– No futuro, esse imposto vira o IBS (novo tributo estadual/municipal)
No fim da transição (entre 2029 e 2032), a soma dos impostos sobre consumo pode chegar a cerca de **26,5%** — uma das mais altas do mundo.
E tem mais pressão vindo aí
O governo federal ainda vai definir o chamado “imposto do pecado” (sobre bebidas, cigarro, etc.).
Se ele for menor que o esperado, a CBS pode subir ainda mais para compensar.
O pano de fundo
A lógica é simples: manter a arrecadação.
Mesmo com troca de impostos, a carga total deve continuar praticamente a mesma.
Ou seja, a “taxa das blusinhas” não acabou — só mudou de nome. E pode voltar até mais pesada no longo prazo.
E claro… convenientemente, só depois do período eleitoral.
