O governo do estado abriu uma devassa nas contas de 2025 e 2026 com promessa de enxugar a máquina pública — mas um detalhe virou o centro da polêmica. A auditoria montada pela Casa Civil vai usar além de servidores do TCE, autitores do Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro. E é aí que o discurso começa a fazer barulho.
Com acesso total a contratos, licitações e até dados sigilosos, a força-tarefa terá 120 dias para vasculhar a máquina estadual. A ordem é passar tudo a limpo. Só que, nos bastidores, a pergunta é outra: o que o TCM-RJ está fazendo fora de casa?
Se há auditor disponível para reforçar fiscalização no estado, sobra gente no órgão municipal — ou falta pressão nas contas da Prefeitura do Rio? A dúvida incomoda e expõe um ponto sensível no controle dos gastos públicos da capital.
Vendida como cooperação técnica, a operação acaba revelando um contraste difícil de explicar — a conta não fecha e a dúvida fica.
