Escola de Niterói vira improviso: pais na portaria e autistas sem professores de apoio

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Foto - Reprodução

A denúncia é grave e está causando revolta em Niterói. A vereadora Fernanda Louback (PL) expôs a situação da Escola Municipal Levi Carneiro, no Sapê: falta professor de apoio, falta segurança — e sobra medo. O caso está sendo levado ao Ministério Público.

Segundo a parlamentar, a unidade não tem sequer porteiro. O resultado? Pais estão se revezando na portaria para impedir a entrada de estranhos e evitar o pior. “Fui chamada por mães e pais. Faltam professores regentes e de apoio. Alunos com deficiência terão apenas dois dias de aula por semana. E a segurança preocupa muito pela ausência de porteiro”, disparou.

Os relatos dos pais são ainda mais duros. “A escola está esquecida. Não tem professor, não tem faxineiro, não tem pedagogo à tarde. Está precária”, contou uma mãe. Um pai confirmou o improviso: “Tô fazendo serviço voluntário. Fico aqui na portaria quando posso pra ajudar”.

A situação das crianças com deficiência é ainda mais alarmante. São 34 alunos atípicos para apenas quatro professores de apoio. Com isso, a carga horária foi reduzida drasticamente. “Era todo dia, agora são só dois dias na semana. É abandono”, desabafou uma mãe.

A insegurança também virou rotina. “Já peguei o portão aberto várias vezes. Qualquer um entra. A gente tem medo de sequestro, de violência. Não tem câmera, não tem guarda. Nossas crianças estão em risco”, denunciou outro responsável.

Sem conseguir entrar na escola por restrições judiciais, Fernanda afirmou que já acionou os órgãos competentes. “Vou oficiar a prefeitura e representar ao Ministério Público. É um absurdo um orçamento bilionário e uma situação dessas”, criticou.

A vereadora também aproveitou para atacar a gestão municipal e o prefeito Rodrigo Neves (PDT), lembrando o veto recente ao projeto que criava diretrizes para moradias assistidas para pessoas com autismo.

“O maior medo das famílias é o futuro dos filhos. E o que a prefeitura faz? Veta propostas e ignora a realidade”, afirmou.

Agora, o caso deve ganhar novos capítulos, com possível investigação do Ministério Público e pressão da comunidade escolar. Enquanto isso, pais seguem fazendo o papel que deveria ser do poder público — protegendo, na marra, a entrada da escola.

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