A deputada estadual Renata Souza (PSOL) partiu para o contra-ataque e lançou nesta quarta-feira (2) a campanha “Renata Fica”, em resposta aos pedidos de cassação de seu mandato na Alerj. A parlamentar afirma que está sendo alvo de uma tentativa de silenciamento político por causa de sua atuação na fiscalização do poder público e na defesa de pautas ligadas aos direitos humanos, às mulheres e à população das periferias.
O lançamento da campanha aconteceu logo após Renata protocolar sua defesa, cercada por mais de 50 movimentos sociais e entidades, entre eles o Instituto Marielle Franco, o Movimento Negro Unificado (MNU), o MTST, a Casa do Hip Hop e o Instituto Trans Maré. Segundo a deputada, artistas de projeção nacional também devem aderir ao movimento em defesa de seu mandato.
Renata atribui a ofensiva contra seu mandato ao deputado Rodrigo Amorim (PL) e afirma que as ações têm como objetivo intimidar sua atuação parlamentar. “Quando uma mulher negra ocupa um espaço de poder e enfrenta interesses estabelecidos, a reação muitas vezes vem na forma de tentativas de silenciamento. Não vou recuar diante de quem tenta enfraquecer a democracia”, declarou. A parlamentar lembra que foi a mulher mais votada da história da Alerj, com 174.132 votos nas eleições de 2022.
A deputada também comparou sua situação aos casos dos parlamentares Glauber Braga (PSOL-RJ) e Renato Freitas (PT-PR), que enfrentaram processos disciplinares em suas respectivas Casas Legislativas. Para apoiadores da campanha, as medidas contra Renata representam uma tentativa de restringir a atuação de parlamentares de oposição.
Em meio à disputa, Renata recebeu uma vitória na Justiça. Uma liminar determinou seu retorno à presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Alerj. “Não vou recuar diante de qualquer tentativa de dificultar o exercício do mandato que a população fluminense me confiou. Seguiremos honrando cada um dos mais de 174 mil votos que recebemos nas urnas”, afirmou.
