A pergunta que ainda ecoa entre os moradores de Petrópolis pode finalmente começar a ser respondida. A CPI da Tragédia de Petrópolis, da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), aprovou nesta quinta-feira (2) o plano de trabalho e já convocou as primeiras autoridades para prestar esclarecimentos sobre o destino dos milhões de reais enviados ao município após a maior tragédia climática da história da cidade.
A comissão vai ouvir representantes das secretarias municipais de Meio Ambiente e Obras, da atual gestão e da administração da época do desastre, além do Inea, das Defesas Civis estadual e municipal, do Corpo de Bombeiros e do Conselho de Desenvolvimento de Petrópolis (Condep). O foco é descobrir o que foi feito para prevenir novas tragédias e como foram aplicados os recursos públicos destinados à reconstrução.
Presidente da CPI, o deputado Rodrigo Amorim afirmou que a investigação vai mirar especialmente a aplicação dos recursos, entre eles os R$ 30 milhões repassados pela Alerj. “Não basta falar em prevenção. É preciso mostrar onde o dinheiro foi investido e quais resultados isso trouxe”, defendeu.
O relator da comissão, deputado Alexandre Knoploch, disse que a população continua sem respostas e teme que uma chuva forte provoque uma nova catástrofe. Já o deputado Alan Lopes foi direto: se houve desvio de recursos destinados às vítimas e à reconstrução da cidade, os responsáveis terão que responder. A CPI promete passar a limpo um dos capítulos mais dolorosos da história recente do estado.
