Queimados troca a OS, mas trabalhadores da saúde seguem sem receber

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Foto - Divulgação

Funcionários da saúde ficaram sem salários e verbas rescisórias, enquanto a prefeitura prepara a entrada de uma nova organização social para assumir a Atenção Básica. O caso foi parar na pauta de uma reunião extraordinária do Conselho Municipal de Saúde de Queimados (COMSAQ), que cobra explicações sobre os calotes deixados por antigas gestoras da rede.

A convocação oficial aponta dois problemas centrais: o atraso no pagamento dos profissionais do CETHID (Centro Especializado de Tratamento de Hipertensão e Diabetes), após o fim do contrato com o Instituto Social Se Liga, e a falta de salários e verbas rescisórias de trabalhadores ligados à O.S. Cempes, cujo contrato também foi encerrado em maio deste ano.

O caso reacende críticas ao chamado “carrossel das Organizações Sociais”: uma entidade deixa a gestão da saúde acumulando dívidas trabalhistas, enquanto outra assume os serviços com um novo contrato, sem que os passivos anteriores sejam resolvidos. Agora, a Secretaria Municipal de Saúde confirmou a entrada da Organização Social SERVIR, que ficará responsável pela Atenção Básica do município.

O Instituto Social Se Liga, que atuou na saúde de Queimados desde 2020, já recebeu cerca de R$ 100 milhões em recursos públicos. A entidade também foi alvo de questionamentos por contratos firmados por dispensa de licitação e por prestações de contas com documentos considerados ilegíveis e rasurados em auditorias, mesmo assim continuando a receber pagamentos da prefeitura. Com o encerramento do contrato no CETHID, dezenas de ex-funcionários recorreram à Justiça do Trabalho para cobrar direitos não pagos.

Enquanto uma nova O.S. assume a gestão das clínicas da família e postos de saúde, trabalhadores demitidos seguem aguardando salários e rescisões. O Conselho Municipal de Saúde quer saber quem será responsabilizado pelos débitos deixados e como a prefeitura pretende evitar que a troca de gestores repita o mesmo roteiro. Procurada, a prefeitura não se manifestou. O espaço segue aberto para pronunciamento oficial.

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