O cenário do Rio de Janeiro nesta sexta-feira, 21 de agosto de 2026, cruzou uma linha que deveria chocar qualquer pessoa com o mínimo de bom senso. Durante uma megaoperação da Polícia Militar no Complexo de Israel, na Zona Norte, os agentes não encontraram apenas as armas de sempre. Eles deram de cara com carros-bomba e barricadas equipadas com explosivos e detonadores remotos.
Sim, você não leu errado: táticas de guerrilha e terrorismo internacional usadas no quintal de milhares de trabalhadores fluminenses. Os criminosos montaram armadilhas para explodir e mandar pelos ares os policiais e quem mais estivesse por perto. Graças ao trabalho cirúrgico do esquadrão antibombas e do Batalhão de Ações com Cães (BAC), o pior foi evitado e ninguém morreu nessa detonação.
Mesmo assim, o rastro de caos parou a cidade. O tiroteio travou a Avenida Brasil, obrigando motoristas a voltarem de ré na contramão pelo puro pavor de morrer. Um motorista de ônibus que estava apenas saindo para trabalhar foi atingido por uma bala perdida em Parada de Lucas. Milhares de crianças ficaram sem aula.
A pergunta que fica — e que precisa viralizar — é muito simples: Se colocar bomba na rua para explodir pessoas e paralisar uma metrópole não é terrorismo, o que mais precisa acontecer?
Enquanto parte da bolha acadêmica e dos discursos politicamente corretos insiste em chamar esses grupos de “jovens do tráfico”, “facções locais” e até de “trabalhadores”, o cidadão de bem vira refém de táticas dignas de zonas de guerra no Oriente Médio. Passou da hora de dar o nome correto ao que acontece no Rio de Janeiro. Quem usa carro-bomba contra a polícia e contra a população não é apenas traficante. É terrorista.
Até quando o Brasil vai aceitar o inaceitável?
- Jefferson Lemos é jornalista e comentarista político
