Na Central do Brasil, onde milhares de passageiros enfrentam diariamente trens e metrôs lotados, Douglas Ruas (PL) decidiu atacar um dos pontos que mais pesam no bolso e na rotina do trabalhador: o preço e a qualidade do transporte público.
Pré-candidato ao governo do Rio, Ruas caminhou pela Central nesta segunda-feira (24) e defendeu a redução da tarifa do metrô. Para ele, não dá para o fluminense continuar pagando caro por um sistema que ainda obriga milhões de pessoas a perderem horas no deslocamento.
“O valor da passagem do metrô no Rio de Janeiro é inaceitável. Somos a segunda maior economia do país e precisamos garantir a redução da tarifa, para que a população tenha acesso a um preço justo e a um serviço de qualidade”, afirmou.
Chega de perder horas no caminho
Ruas também colocou na mira o drama de quem mora na Baixada Fluminense e na Região Metropolitana e precisa atravessar diariamente alguns dos corredores mais congestionados do estado.
A proposta inclui intervenções para desafogar a Via Light, a Linha Vermelha, a Avenida Brasil e a Rodovia Presidente Dutra.
A lógica da campanha é simples: menos tempo preso no trânsito e mais tempo para trabalhar, estudar e ficar com a família.
Linha 3: promessa que nunca sai do papel
Outro ponto que Ruas quer transformar em prioridade é a Linha 3 do metrô, projeto que há décadas aparece nos discursos políticos, mas continua longe de virar realidade.
O candidato defendeu uma parceria com universidades públicas e citou o estudo desenvolvido pela Coppe/UFRJ para uma ligação entre a capital e Itaboraí, passando por Niterói e São Gonçalo.
“Precisamos ajudar os moradores da Região Metropolitana, que enfrentam diariamente longos deslocamentos e dificuldades na travessia entre São Gonçalo, Niterói, Itaboraí e a cidade do Rio. Vamos acompanhar esse projeto e trabalhar para tirá-lo do papel”, afirmou.
Trem velho, problema velho
Ruas também defendeu a modernização do sistema ferroviário do estado.
Com a promessa de reduzir tarifas, melhorar trens, desafogar estradas e tirar a Linha 3 do papel, o candidato tenta transformar o transporte público em uma das principais bandeiras de sua campanha.
Na Central, o recado foi direto: o eleitor não quer apenas chegar ao destino. Quer conseguir pagar a passagem — e não passar metade do dia no caminho.
