A expansão do Rio Rotativo Digital chega, a partir de segunda-feira, à Barra da Tijuca, São Conrado e Tijuca. E, para o carioca que já não aguenta mais ser abordado e extorquido por “flanelinha” cobrando para estacionar em vaga pública, a novidade chega em boa hora.
O sistema, que substitui os antigos talões de papel pelo pagamento digital no aplicativo Jaé, avança justamente em uma área que há anos virou terreno fértil para a cobrança informal — e muitas vezes abusiva — de quem simplesmente quer estacionar o carro.
A lógica é simples: vaga pública não é propriedade de guardador clandestino. Ninguém deveria ser obrigado a pagar para estacionar sob ameaça de encontrar o carro danificado ou “sem garantia” quando voltar.
Com o Rio Rotativo Digital, o motorista estaciona, abre o Jaé, seleciona o Rio Rotativo, confirma a localização, informa a placa e escolhe o período. O pagamento é feito por Pix ou cartão.
A tarifa continua em R$ 2 por até duas horas, com possibilidade de renovação até o limite de seis horas. Depois disso, o veículo precisa deixar a vaga livre por pelo menos uma hora.
E aqui está um dos pontos mais importantes: os guardadores credenciados pela Prefeitura não podem cobrar absolutamente nada do motorista. A função deles é orientar sobre o sistema. Eles também não fiscalizam nem aplicam multas.
Traduzindo para o bom e velho carioca: cobrança oficial é pelo aplicativo. Multa é com a autoridade de trânsito. “É R$ 20 para olhar seu carro” não é regra do estacionamento público.
O sistema já contabiliza mais de 37 mil validações de períodos de duas horas desde o início do projeto-piloto no entorno da Lagoa Rodrigo de Freitas. Depois, chegou a Leme, Copacabana, Ipanema e Leblon. Agora, avança para Barra, São Conrado e Tijuca.
Se houver fiscalização de verdade contra quem insiste em cobrar ilegalmente, melhor ainda. Porque combater flanelinha irregular não é perseguir trabalhador. É impedir que espaço público vire negócio particular e que o cidadão seja constrangido a pagar por algo que não deveria estar sendo vendido por ninguém.
