A eleição para o Senado no Rio pode virar uma verdadeira corrida de última hora. Quem avisa é Mario Marques, fundador da Prefab Future e CEO do LabPop Group: “Será uma eleição a ser decidida no dia da votação, sem sombra de dúvida”.
E os números ajudam a explicar o alerta. Quase metade do eleitorado ainda está perdido: 48,6% não sabem em quem votar. Em julho, eram 40,8%.
Benedita da Silva (PT) aparece na frente, com 15,2%, mas caiu em relação aos 16,1% anteriores. Marcelo Crivella também recuou e está em 10,1%, contra 10,6%. Pedro Paulo tem 5,8% e Carlos Jordy, que entrou no levantamento deste mês, aparece com 5,1%.
Ou seja: ninguém disparou.
Com 16 candidatos na disputa e duas vagas em jogo, o eleitor ainda parece longe de ter escolhido seus nomes. Para Marques, a quantidade de candidatos está deixando o eleitor “zonzo” e tornando a disputa especialmente difícil de medir.
“A pesquisa quantitativa terá enorme dificuldade para antecipar possíveis vencedores”, afirma.
Henrique Serra, diretor de quantitativas da Prefab Future, reforça: “Não há qualquer certeza na eleição ao Senado no Rio. As campanhas são volumosas e o eleitor está ainda desconectado de seus favoritos”.
Até a rejeição mostra espaço para mudanças. Crivella lidera, com 13%, seguido por Benedita, com 10%, e Waguinho, com 6,9%.
A pesquisa ouviu 2 mil eleitores entre 20 e 23 de agosto, presencialmente, com margem de erro de 2,19 pontos percentuais e 95% de confiança. O levantamento foi encomendado pelo Diário do Rio e registrado no TSE sob o número RJ-04605/2026.
A fotografia de hoje tem uma líder, mas não tem favoritos consolidados. Com quase 50% do eleitorado indeciso, a corrida pelo Senado no Rio está aberta — e pode ser definida literalmente na boca da urna.
