William Siri (PSOL) aproveitou a agenda desta terça-feira (8) para atacar dois pontos sensíveis do governo do Rio: a segurança pública e a situação do funcionalismo estadual.
Pela manhã, em sabatina no auditório da Fecomercio, o candidato disparou contra o que considera falta de investimento em inteligência e investigação no combate ao crime.
Segundo Siri, em 2025 apenas 0,01% dos recursos foram destinados à área.
“Negligenciam justamente para não ter investigação”, afirmou.
O candidato também colocou o efetivo das polícias no centro do debate. Siri citou um déficit de cerca de 15 mil policiais militares e outros 8 mil agentes na Polícia Civil.
A resposta apresentada na campanha é direta: concurso público e mais policiais nas ruas.
“Vamos abrir novos concursos e colocar policiais nas ruas”, prometeu.
Da segurança para a UERJ
Depois de falar em reforço policial, Siri mudou completamente o foco e foi para a frente da UERJ, onde fez panfletagem e assinou uma carta-compromisso contra a reforma administrativa e em defesa dos servidores.
Diante de professores e estudantes, o candidato prometeu ampliar progressivamente os recursos das universidades estaduais e garantir autonomia financeira às instituições.
Também defendeu concursos para recompor os quadros efetivos do ensino superior, com a promessa de reduzir terceirizações e contratos precários.
Siri ainda prometeu reajuste anual para o funcionalismo, com data-base definida pelos servidores.
UERJ Zona Oeste no pacote
Outra promessa foi tirar do papel o campus próprio da UERJ na Zona Oeste. A proposta é iniciar as obras de reforma e adaptação do prédio já adquirido pelo Governo do Estado.
A agenda revela a estratégia de Siri: na segurança, promete mais investigação e efetivo; nas universidades, mais dinheiro, concursos e estabilidade para os servidores.
