“Chefão do tráfico não vai mandar no crime de dentro da cadeia.” Foi nesse tom que o candidato do PL ao Governo do Rio, Douglas Ruas, apresentou sua proposta para endurecer a política de segurança pública do estado durante o 23º Fórum de Segurança Pública, no Recreio dos Bandeirantes.
Diante de representantes dos setores hoteleiro e turístico, Ruas defendeu a construção de quatro novos presídios para ampliar o número de vagas no sistema penitenciário. Segundo ele, o Rio tem cerca de 47 mil presos para apenas 26 mil vagas.
Para o candidato, a superlotação acaba contribuindo para a antecipação da saída de detentos. A promessa é ampliar a estrutura para reduzir esse gargalo e endurecer o cumprimento das penas.
Ruas também quer colocar os presos para trabalhar e defende que parte das despesas seja custeada pelo próprio detento durante o cumprimento da pena.
Mas o discurso mais duro foi direcionado aos líderes de facções criminosas. O candidato afirmou que pretende acabar com benefícios como saída temporária e visita íntima para chefes do tráfico.
“Vamos acabar com esse negócio de chefão de tráfico ficar comandando o crime de dentro da cadeia. Não vai ter saidinha, visita íntima e nada disso. Quem for para lá vai ter que trabalhar para pagar suas despesas e vai cumprir a pena com todo rigor”, afirmou.
“Devolver as ruas” à população
Ruas também prometeu uma mudança na estratégia de segurança do estado, com policiamento mais ostensivo nas comunidades e presença permanente do Estado.
A justificativa também passa pelo turismo. Segundo o candidato, reduzir a criminalidade significa tornar o Rio mais atrativo para visitantes e fortalecer um dos setores que mais movimentam a economia fluminense.
A principal promessa, porém, foi resumida em uma frase: “devolver as ruas do Rio de Janeiro para a população”.
Na prática, Ruas aposta em uma receita de mais presídios, menos benefícios para criminosos e presença policial permanente nas áreas dominadas pelo crime organizado.
