Aos 96 anos, cantor e ator será homenageado com a maior honraria do Legislativo fluminense por sua trajetória artística e atuação na luta antirracista
Tony Tornado, 96 anos, vai receber uma das maiores honrarias do Rio de Janeiro. O plenário da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, nesta quinta-feira (17), a concessão da Medalha Tiradentes ao cantor, ator e ativista, em proposta apresentada pelo deputado estadual Prof. Josemar (PSOL), por meio do projeto de resolução 1551/2025.
Dono de um dos vozeirões mais marcantes da música brasileira, Tony Tornado é considerado um dos responsáveis por abrir espaço para a soul music e para a valorização da música negra no país. Sua trajetória também é marcada pela defesa da liberdade de expressão e pelo enfrentamento ao racismo.
“Tony conquistou seu espaço no cenário artístico com independência, criatividade e coragem, abrindo caminho para o reconhecimento do valor da música negra brasileira pela indústria fonográfica”, afirmou Prof. Josemar.
A história do artista, porém, vai muito além dos palcos. Nascido Antônio Viana Gomes, em Mirante do Paranapanema (SP), ele chegou ao Rio usando o nome artístico Tony Checker, inspirado no cantor americano Chubby Checker.
O grande salto veio em 1970, quando Tony Tornado incendiou o Festival Internacional da Canção com “BR-3”, música que se tornou um clássico e ajudou a projetá-lo nacionalmente.
O artista também construiu carreira na televisão, no teatro e no cinema como ator, e é considerado referência para o Movimento Negro no Brasil.
Aos 96 anos, o artista continua na ativa. Até recentemente, dividia cenas com Ary Fontoura, também nonagenário, na novela das seis “Êta Mundo Melhor!”. Em 2026, também foi homenageado pelo Jota Quest durante o Rock in Rio.
Agora, a história de Tony Tornado ganha mais um capítulo: a Medalha Tiradentes, principal honraria concedida pela Alerj, reconhece oficialmente uma trajetória que atravessa a música, a televisão, o cinema e a luta contra o racismo no Brasil.
