Crime organizado avançou pelo país e ganhou territórios. Agora, na reta final da campanha, presidente anuncia “plano piloto” para retomar áreas dominadas por criminosos
Depois de duas décadas de protagonismo político, Lula chega ao Rio a apenas 16 dias da eleição com uma promessa que parece saída de campanha: retomar territórios dominados pelo crime.
O presidente anunciou nesta sexta-feira (18) um plano integrado entre União, Estado e municípios para combater facções, milícias e outras organizações criminosas. O Rio será o laboratório da iniciativa, que poderá ser levada a outros estados.
O problema é que o crime organizado não apareceu ontem. Facções ampliaram seu domínio territorial, a violência se espalhou pelo país e o problema também se agravou em estados do Nordeste.
Agora, às vésperas da eleição, Lula diz que é preciso “retomar o controle dos territórios”.
A pergunta é inevitável: por que só agora?
E há outra questão: a agenda institucional ocorreu em meio à campanha e cercada de políticos e candidatos. A oposição já questiona a Justiça Eleitoral sobre os limites entre uma agenda de governo e um evento eleitoral.
Se é um ato republicano, questionam os adversários, por que a presença de candidatos?
A resposta sobre eventual irregularidade cabe à Justiça Eleitoral. Enquanto isso, Lula apresenta no Rio sua nova estratégia contra o crime.
Depois de anos de avanço das organizações criminosas, o plano chegou. Justamente duas semanas antes de o eleitor ir às urnas.
