Guarda Municipal: Prefeitura do Rio fará pente-fino na vida dos candidatos

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Foto - Divulgação/Prefeitura do Rio

Comissão permanente terá 11 integrantes e poderá pedir documentos, buscar informações em órgãos públicos e fazer diligências antes de decidir quem está apto a vestir a farda

A Prefeitura do Rio criou uma comissão permanente para investigar a vida social dos candidatos aos concursos públicos e processos seletivos da Guarda Municipal. A nova estrutura foi oficializada nesta segunda-feira (21), em resolução publicada no Diário Oficial do Município.

O recado é direto: não basta passar na prova. A vida do candidato também será colocada sob análise.

A comissão poderá requisitar documentos e informações a órgãos públicos, realizar diligências, pedir esclarecimentos e analisar individualmente a situação de cada candidato. Tudo de acordo com as regras previstas no edital.

11 pessoas para fazer o pente-fino

A chamada Comissão de Análise da Investigação Social terá 11 integrantes titulares, com representantes da Guarda Municipal e de diferentes áreas da administração pública.

A presidência ficará com o corregedor-geral da GM-Rio, inspetor regional Gilson Pereira Bento. O vice será o gerente de Controle de Inquérito, inspetor regional Ednei de Oliveira Luna.

Cada integrante terá um suplente. O trabalho não terá remuneração adicional e será considerado serviço público relevante.

Não é só olhar ficha criminal

A investigação social terá uma abrangência maior. A comissão poderá planejar e executar diligências, requisitar documentos, levantar informações, produzir relatórios e analisar os elementos encontrados durante a apuração.

E tem mais: o colegiado também poderá deliberar sobre a situação dos candidatos e analisar recursos administrativos.

Mas a Prefeitura estabeleceu limites. Uma eventual eliminação terá que ser individualizada, objetiva e fundamentada, com indicação dos elementos que levaram à decisão.

Inquérito sozinho não elimina candidato

Um detalhe importante da resolução: ter um inquérito policial ou responder a uma ação penal sem trânsito em julgado não será, sozinho, motivo para eliminar o candidato, salvo quando houver previsão legal específica.

A comissão deverá considerar a natureza e a gravidade dos fatos e sua relação com as funções que serão exercidas pelo futuro guarda municipal.

Ou seja: não basta aparecer uma ocorrência ou processo no levantamento. A situação terá que ser analisada dentro do contexto previsto pelas regras do concurso.

A resolução ainda prevê impedimento ou suspeição de integrantes da comissão em situações como parentesco, amizade íntima, inimizade notória ou qualquer relação que possa comprometer a imparcialidade da análise.

Quem já está sendo investigado também entra na regra

Os processos de investigação social que já estavam em andamento serão transferidos para a nova comissão.

Os atos que já foram realizados regularmente não precisarão ser repetidos.

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