Tem notícia que chega com cara de escândalo pronto. Mas, olhando de perto, a história tem algumas vírgulas — e uma boa dose de ironia.
Flávio Bolsonaro confirmou que viajou com a família, em janeiro de 2025, dos EUA para Brasília, no Legacy 650 PP-NLR. Só que o avião tinha *três cotas*: uma de Willer Tomaz, amigo de Flávio e passageiro do voo; outra da Prime You, empresa que tinha Daniel Vorcaro como sócio; e uma terceira de outro cotista.
O detalhe é que *o voo foi solicitado e custeado por Tomaz, usando as horas da cota dele*. Ou seja: Flávio não estava simplesmente viajando em um avião “de Vorcaro”.
Tomaz diz que só descobriu em 2026 que a Prime You havia comprado outra cota e afirma que a negociação ocorreu sem sua anuência. O caso virou disputa judicial.
Flávio respondeu com ironia:
‘Ainda bem que na época o avião era de Willer. Imagina se fosse agora, eu teria viajado no avião de Alexandre de Moraes.”
A provocação tem endereço certo: o mesmo Legacy que levou Flávio e a família para Brasília também transportou o ministro e sua esposa*, meses depois.
E há outro detalhe: segundo relatório da PF citado nas reportagens. Naquele período, a Prime You estaria negociando a transferência de sua cota para o escritório da esposa do ministro — o que, segundo as informações divulgadas, não foi levado adiante.
