A guerra dos aluguéis por temporada nos condomínios ganhou um novo capítulo explosivo no Rio de Janeiro. De um lado, proprietários querendo faturar com diárias; do outro, vizinhos cansados de barulho, festa e entra e sai de desconhecidos.
Uma pesquisa inédita da Loft/Offerwise revelou que 42% dos cariocas acham que o condomínio deveria ter o poder de barrar ou autorizar esse tipo de aluguel. Apenas 29% são contra a interferência.
O que diz a Justiça?
A polêmica já chegou aos tribunais. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) já definiu que os moradores podem, sim, exigir aprovação de dois terços do prédio para proibir o aluguel por curta temporada caso isso mude a rotina residencial do local.
Agora, a decisão final está pendente: o STJ vai bater o martelo sobre se a regra genérica de “uso residencial” do prédio já basta para proibir o Airbnb ou se será preciso mudar a convenção expressamente. Enquanto a decisão final não sai, processos sobre o tema estão travados no país inteiro.
Vizinho de hotel?
A insatisfação não é sem motivo: 16% das pessoas ouvidas em capitais brasileiras relatam que já tiveram dor de cabeça com hóspedes vizinhos — principalmente por falta de segurança e barulho em horários impróprios.
No fim das contas, a pergunta que fica é: quem manda no apartamento, o dono do imóvel ou o regimento do prédio? Essa resposta mexe diretamente no bolso de quem investe e na paz de quem só quer descansar em casa.
