Enquanto o presidente Lula volta a defender em recente debate a ressocialização de apenados e a manutenção da saída temporária (conhecida como “saidinha”), o retrato da impunidade no pais ganhou mais um capítulo revoltante nesta semana: Maurício Simões da Silva, o “Dandã”, foi preso novamente em Niterói. O detalhe que indigna a população? Ele já tinha sido condenado, estava nas ruas em liberdade condicional desde junho e, no curto período fora da cadeia, roubou mais de 100 celulares!
‘Um coitado’? A ficha criminal fala mais alto
Enquanto alguns insistem em passar pano e arrumar desculpas para quem comete crimes sob o pretexto da “vulnerabilidade”, o histórico de Dandã expõe a dura realidade: Condenado por roubo na 2ª Vara Criminal de Niterói e respondendo a outros 11 processos criminais.
A rotina do crime e o deboche das leis
Dandã montou uma verdadeira operação de impunidade. O sujeito saía da Região dos Lagos direto para Niterói para arrancar telefones de pedestres em pontos de ônibus e calçadas. Para debochar do sistema de monitoramento e tentar enganar a polícia, passava terra úmida na placa da moto preta que usava nos ataques.
A farsa só caiu após uma operação da Polícia Civil (76ª DP) no Centro de Niterói, que terminou em perseguição e confronto físico até que o criminoso fosse contido por policiais militares do 12º BPM na Rodovia Niterói-Manilha. Com ele, a polícia apreendeu 11 aparelhos roubados — uma vítima que estava na delegacia registrando a ocorrência reconheceu seu telefone no mesmo instante.
O grito da população
As cenas gravadas por câmeras no mesmo ponto de ônibus da Avenida Marquês do Paraná — mostrando o mesmo criminoso agindo em diferentes ocasiões — sintetiza a indignação geral. Quem trabalha duro e parcela um telefone em 12 vezes cansou de ouvir discursos que vitimizam o agressor e ignoram quem sofre na ponta.
A revolta não é apenas contra o criminoso, mas contra um sistema que solta com facilidade quem vive de crimes contra o cidadão. Até quando a defesa de quem comete crime vai se sobrepor ao direito de ir e vir do cidadão de bem?
Até quando o trabalhador vai sair de casa sem saber se volta com o celular no bolso? Ou pior, se ele mesmo volta?
