Enquanto milhares de famílias vivem com medo de sair às ruas, cerca de 600 menores que cometeram crimes, muitos deles ligados ao tráfico de drogas, estão fora das unidades de internação por falta de vagas e o déficit de profissionais no Degase, o sistema socioeducativo do Rio de Janeiro.
Um caso recente, ocorrido em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, mostra a gravidade da situação. A Justiça havia determinado a internação provisória de um menor investigado por tráfico. Mas o Degase comunicou ao Judiciário que não havia vaga disponível para cumprir a medida. Três dias depois, a Justiça determinou a desinternação imediata.
O Degase foi orientado a entrar em contato com o responsável legal para fazer a entrega do adolescente. Ele continuaria respondendo ao processo em casa.
Diante da demora na convocação de 530 aprovados no concurso do Degase de 2025, a Justiça determinou que o governo estadual reforçasse o efetivo de socioeducadores, diante da falta de profissionais nas unidades. O prazo estabelecido terminou em 6 de outubro de 2026.
Enquanto a situação não é resolvida, a falta de vagas e de pessoal continua colocando em risco a segurança do cidadão fluminense, que acaba entregue à todo tipo de barbaridade cometida por esses jovens criminosos.
