A Prefeitura do Rio está na mira de uma ofensiva na Câmara Municipal. A vereadora Alana Passos (PL) anunciou nesta quinta-feira (5) que está recolhendo assinaturas para abrir uma CPI e investigar denúncias de uso da máquina pública para fins eleitorais. A parlamentar levou ao plenário relatos de professores da rede municipal que estariam sendo pressionados a comparecer a um show gratuito de Diogo Nogueira.
Uma das denunciantes, em estágio probatório, pediu anonimato por medo de perseguição. No relato, ela levantou a suspeita de que o ex-prefeito Eduardo Paes estaria tentando transformar a apresentação em demonstração de força popular, em meio à expectativa de um eventual segundo turno.
“Sou professora, estou em estágio probatório e posso ser perseguida”, destacou Alana, ao ler a denúncia. A vereadora argumentou que o ex-prefeito estaria querendo lotar o espaço com intenção política: “Depois vai falar que as pessoas estão ali querendo o segundo turno”.
A vereadora afirmou que já recebeu relatos semelhantes envolvendo as secretarias de Educação, Saúde e Assistência Social.
“Se estão lá fora, servidores, nos pedindo socorro, eu não posso ficar omissa. Não sou vereadora de vir aqui nesse microfone e apenas falar. Nós temos que trabalhar e mostrar para que, de fato, viemos”, disparou.
O caso ganha peso porque o Ministério Público do Trabalho já acionou a Prefeitura do Rio após denúncias de assédio eleitoral. Até 27 de outubro, a capital acumulava 110 denúncias, segundo o MPT-RJ.
