CEO da empresa alerta para o alto endividamento das famílias e prevê queda de 8% nas vendas de smartphones no país.
Sabe aquele sonho de começar o ano com um celular novinho, câmera potente e tela sem um único arranhão? Para milhões de brasileiros, o plano foi adiado. A realidade agora é outra: película rachada, bateria viciada e aparelho que trava até para abrir o WhatsApp. O mercado de smartphones sente o peso do endividamento das famílias e dos juros elevados no governo Lula.
Em entrevista ao NeoFeed, Rodrigo Vidigal, CEO da Motorola Brasil, revelou a dimensão do problema: a previsão é de queda de 8% nas vendas em 2026, o equivalente a cerca de 3 milhões de aparelhos a menos que no ano passado. O diagnóstico do executivo é direto: “O endividamento hoje das famílias é muito alto”.
O aperto atinge principalmente quem procura os modelos mais baratos. Segundo Vidigal, cerca de 60% dos smartphones vendidos no país custam até R$ 1,5 mil.
A indústria também paga a conta
Se o consumidor segura o cartão, a indústria sente o impacto. Vidigal defende que o próximo governante enfrente questões como os juros elevados e o quadro fiscal. Também cobra simplificação tributária para reduzir custos e combater a concorrência de aparelhos contrabandeados.
O alerta vai além das vendas no Brasil. Segundo o CEO, ficou mais vantajoso abastecer outros mercados latino-americanos com aparelhos vindos da China do que exportar celulares fabricados aqui. A indústria perde competitividade e o consumidor perde poder de compra.
E tem um detalhe: nem ficar com o celular velho é garantia de continuar com ele. Com os crimes se espalhando pelo país, um assalto pode fazer com que o cidadão acabe sem o novo e sem o antigo. Não vai ter nem como ligar para o 190.
