Em pleno ano eleitoral, o Bolsa Família registra nova expansão e reacende o debate sobre o impacto fiscal do programa. Após uma redução de mais de 2 milhões de beneficiários no fim de 2025, o número voltou a subir em 2026: só em fevereiro, cerca de 132 mil famílias a mais passaram a receber o benefício, alcançando aproximadamente 50 milhões de brasileiros. O custo mensal já chega a R$ 13 bilhões, em um orçamento que prevê R$ 159,5 bilhões para o programa em 2026.
O cenário fiscal
– O governo havia enxugado a lista de beneficiários no fim de 2025 para conter gastos, mas a reversão em 2026 pressiona novamente as contas públicas.
– Projeções indicam que o valor médio do benefício pode chegar a R$ 740, caso o Congresso aprove reajustes previstos no Orçamento.
– Além disso, tramita na Câmara um projeto que prevê o pagamento de um 13º salário para beneficiários, o que ampliaria ainda mais o impacto fiscal.
Ano eleitoral e risco de populismo
Para a oposição, o aumento do Bolsa Família em ano de eleições levanta suspeitas de uso político do programa. Especialistas alertam que, embora essencial para milhões de famílias, a expansão sem contrapartida fiscal pode agravar o rombo nas contas públicas e comprometer a credibilidade do ajuste econômico.
Impacto imediato
– Mais famílias atendidas: crescimento após auditorias e revisões cadastrais.
– Pressão sobre o Tesouro: gastos mensais bilionários em meio a déficit fiscal.
– Incerteza política: medidas populares podem ganhar força, mas ampliam o risco de desequilíbrio.
O Bolsa Família volta a inflar em 2026, mas o alívio social pode custar caro ao equilíbrio das contas públicas. O debate agora é se o país conseguirá sustentar esse ritmo sem aprofundar o rombo fiscal.
Mas uma coisa é certa: no final, o contribuinte é quem vai pagar a conta.
