Guerra com os EUA? Empresários peitam governo e avisam: ‘Nada de retaliação!’

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Empresas temem que troco aos EUA vire uma bola de neve e pedem negociação urgente — além de um ‘socorro’ nos impostos

O clima esquentou entre o setor produtivo e o governo federal! Em uma reunião de emergência em Brasília, grandes empresários mandaram um recado bem claro para o governo: se o Brasil tentar dar o troco nos Estados Unidos acionando a Lei de Reciprocidade, eles vão jogar contra.

O motivo? A resposta do Brasil ao novo tarifaço americano pode, segundo o setor produtivo, virar um “tiro no pé”, criando uma escalada de tensões que resultaria em ainda mais sanções contra a nossa economia.

“Se tudo isso começou por uma questão política, não é acirrando a política que vamos resolver o problema. Negociar, negociar, negociar. E não disparar reciprocidade!”, defende José Velloso, presidente da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos).

Como funciona essa ‘pressão’?

Para aplicar a Lei de Reciprocidade, o governo é obrigado a abrir uma consulta pública de 30 dias. É exatamente aí que as empresas prometem entrar em peso para barrar a medida, alertando para o estrago reputacional e econômico que a briga pode causar ao país.

O governo vai amarelar?

Apesar de ter a ferramenta na mão para mostrar força, o vice-presidente Geraldo Alckmin tratou de panos quentes e tentou acalmar os ânimos:

“A ideia do governo não é a retaliação. A reciprocidade é para dizer: ‘olha, estamos sendo injustiçados e temos instrumentos para responder no momento oportuno’.”, argumentou.

A conta chegou: setor produtivo exige pacote de socorro

Enquanto pedem diplomacia para conter o presidente Donald Trump, os executivos não perderam a viagem e já apresentaram a lista de compras para o governo não deixá-los na mão. Entre os pedidos do novo pacote (apelidado de Plano Brasil Soberano 3.0), estão:

  • Crédito facilitado para capital de giro e novos investimentos;
  • Aditamento e parcelamento de impostos;
  • Volta do Reintegra (para devolver impostos pagos na exportação).

Diferente do próprio discurso, o governo garante que a orientação principal segue sendo o diálogo — tanto com os americanos para tentar reverter as tarifas “injustas e descabidas”, quanto internamente para abrir novos mercados e salvar a indústria nacional.

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