Morte de cão expõe falta de fiscalização a lei que proíbe fogos barulhentos na cidade

Jefferson Lemos
Segundo os tutores, Biriba começou a se debater em meio ao estresse extremo causado pelos fogos e morreu pouco depois (Reprodução)

Apesar de existir desde 2023 uma legislação que limita o uso de fogos com alto impacto sonoro, a virada de 2026 mostrou que a norma segue sem aplicação prática. Em Vargem Grande, Zona Oeste, o barulho ensurdecedor dos rojões provocou a morte de Biriba, um cão saudável que entrou em crise de pânico e não resistiu. O caso escancara a distância entre o texto da lei e a realidade das ruas.

O caso de Biriba

Segundo os tutores, Biriba começou a se debater em meio ao estresse extremo causado pelos fogos e morreu pouco depois. A família denuncia que a tragédia foi consequência direta da ausência de controle sobre os rojões, que continuam sendo utilizados sem respeito às regras.

Especialistas alertam

Veterinários e especialistas em comportamento animal reforçam que os fogos podem desencadear crises de pânico, desorientação, tentativas de fuga que levam a acidentes, problemas cardíacos e respiratórios graves e, em casos extremos, morte por estresse agudo. O alerta é antigo, mas ganha força diante de episódios como este.

Contraste entre festa e dor

A morte de Biriba reacende o debate sobre a efetividade da lei de fogos silenciosos, que sem fiscalização se torna letra morta. Também levanta a discussão sobre o direito ao lazer versus a proteção animal: até que ponto o espetáculo justifica riscos à saúde de animais e pessoas sensíveis ao barulho?

A virada de 2026 no Rio foi marcada por uma morte que poderia ter sido evitada. A ausência de fiscalização da lei de fogos silenciosos transformou o Réveillon em pesadelo para uma família.

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Jefferson Lemos é jornalista e, antes de atuar no site Coisas da Política, trabalhou em veículos como O Fluminense, O Globo e O São Gonçalo. Contato: jeffersonlemos@coisasdapolitica.com.br
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