A discussão sobre o fim da escala 6×1 ganhou mais um ingrediente explosivo: a reação do setor empresarial. Fecomércio RJ, Firjan, Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ) e sindicatos empresariais decidiram colocar o pé no freio e avisaram que uma mudança desse tamanho não pode ser aprovada no embalo do calendário eleitoral.
Em nota divulgada nesta semana, as entidades alertam que acabar com a 6×1 e reduzir a jornada sem diminuir salários pode elevar custos, pressionar empregos, afetar preços e comprometer a competitividade das empresas.
O recado é direto: o debate pode — e deve — acontecer, mas não pode virar corrida contra o relógio para produzir uma vitória política antes das urnas.
As entidades defendem que qualquer decisão fique para depois das eleições de 2026. Até lá, querem estudos de impacto, audiências públicas e negociação entre trabalhadores, empresários, Congresso, especialistas e governo.
O argumento é que mexer na jornada de milhões de brasileiros sem medir o tamanho da conta pode criar um problema ainda maior do que o que se pretende resolver.
“Não se trata de impedir ou encerrar o debate”, afirmam as entidades. O que está em jogo, segundo elas, é evitar uma mudança estrutural nas relações de trabalho feita “às pressas” e sem avaliar suas consequências econômicas e sociais.
