Covardia e impunidade: ladrão dá coronhadas e só falta levar o dedo da vítima junto com aliança

Jefferson Lemos
Crime foi registrado por câmeras de segurança (Reprodução)

Imagens de câmeras de segurança viralizaram nas redes sociais mostrando um criminoso armado, de capacete e visivelmente nervoso, roubando um homem na Zona Norte do Rio. O bandido levou cordão, aliança e celular, mas não se contentou: perdeu a paciência com a demora da vítima em retirar a aliança e desferiu várias coronhadas contra sua cabeça. A cena é brutal, revoltante e, infelizmente, cada vez mais comum. Clique para ver o vídeo.

O episódio não é isolado, mas parte de uma escalada de violência em todo o país que se alimenta da sensação de impunidade. Até o momento não informação de registro da ocorrência.

A porta giratória da impunidade

O criminoso que aparece nas imagens provavelmente sabe que, se for preso, terá direito a uma audiência de custódia em menos de 24 horas. Ali, juízes frequentemente concedem liberdade provisória sob vários argumentos previstos em lei.

Resultado: o bandido volta para as ruas mais rápido do que a vítima consegue recuperar seus documentos.

A legislação penal brasileira, com penas brandas para roubo e agressão, funciona como um convite à reincidência. Não é à toa que internautas comentam com sarcasmo:

– “É só pra tomar uma cervejinha, fica tranquilo!”
– “Só fazem isso porque tem mais leis a favor deles do que contra.”

O retrato da insegurança cotidiana

Depoimentos de internautas revelam o impacto psicológico:

– Um homem relata que seu tio ficou paraplégico porque a aliança não saía do dedo durante um assalto.
– Outro descreve o trauma da esposa, que até hoje evita sair com celular após ser agredida com golpes de revólver no peito, na frente da neta.

Essas histórias mostram que o medo que tomou conta do país não termina com o roubo: ele se prolonga em cicatrizes físicas e emocionais.

A lei que protege o criminoso

Enquanto a violência cresce e os números de mortos disparam, o país insiste em manter um sistema que mais parece uma fábrica de reincidência. O caso de Del Castilho é apenas mais um capítulo da novela macabra em que o cidadão brasileiro é refém e o criminoso protagonista.

O recado das ruas é claro: ou se atualiza a legislação para punir de verdade, ou continuaremos assistindo a vídeos de assaltos como se fossem trailers de um filme de terror sem fim.

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Jefferson Lemos é jornalista e, antes de atuar no site Coisas da Política, trabalhou em veículos como O Fluminense, O Globo e O São Gonçalo. Contato: jeffersonlemos@coisasdapolitica.com.br
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