A Prefeitura do Rio publicou no Diário Oficial que a tarifa dos ônibus municipais sobe para R$ 5 a partir de 4 de janeiro de 2026. O reajuste vale também para BRT, VLT, STPL, “cabritinhos” e transportes especiais, além do Bilhete Único Carioca.
Enquanto o passageiro paga R$ 5, os consórcios vão receber R$ 6 por passageiro, diferença bancada por subsídios da Prefeitura. O Indicador de Receita por Quilômetro (IRK) também foi reajustado para R$ 9, dos quais R$ 3,06 correspondem ao subsídio.
População sofre, empresas lucram
O aumento chega em meio a ônibus sucateados, ar-condicionado quebrado em dias de calor extremo e atrasos constantes. A recente greve dos rodoviários deixou milhares de passageiros sem transporte, ampliando a insatisfação. A Prefeitura segue apostando no modelo de remuneração por quilômetro para melhorar a oferta, mas usuários questionam se haverá mudança real.
Quem paga a conta?
A decisão reacende o debate sobre a gestão do transporte público carioca: o usuário sofre com tarifas mais caras e serviço precário, enquanto os consórcios recebem mais dinheiro garantido pela Prefeitura.
